Bares da Inglaterra, Argentina, Brasil, México ou Estados Unidos promovem uma solução original para combater o assédio sexual de mulheres em suas instalações.

 

“Você está em um encontro que não está indo bem? Você sente que não está em uma situação segura?” Estas são algumas das questões destacadas em vermelho em um pôster colocado nos bares de Lincolnshire (Reino Unido). Para as mulheres que se encaixarem nestas questões, o cartaz tem a resposta: “Se você pedir a bebida Angela para os garçons eles sabem que você está precisando de alguma ajuda para sair dessa situação e vai chamar um táxi ou ajudá-la discretamente, sem montar qualquer tipo de escândalo”.

Esta campanha, chamada “Eu sou Angela”, inspirou nos últimos dois anos vários bares em outros países a adotar suas próprias iniciativas. A idéia básica é dizer uma palavra-chave para a equipe do bar para relatar uma situação de assédio. Cada bar tem seu próprio código secreto, geralmente o nome de uma bebida inexistente, que é comunicada às clientes por meio de cartazes no banheiro.

 

“Você está em um encontro, não é o que você esperava, você se sente insegura ou exposta, alguém próximo de você está incomodando? Venha até o balcão e peça ‘Meio Mundo”. Esta frase pode ser lida em um pôster colocado no banheiro feminino de um bar em Tijuana, Baja California.

O restaurante português The Iberian Rooster escolheu o nome “Angel shot” para a suposta bebida que realmente serve como um pedido de ajuda. Pode ser pedida simples, com gelo ou com limão, dependendo da situação. Quando é simples, significa que a mulher precisa ser acompanhada até o carro; com gelo, pedir um táxi. Mas se a bebida com limão é solicitada, é um sinal para chamar a polícia.

Na Argentina, a ONG Mujeres en Red promoveu essa iniciativa em vários locais desde o ano passado. Por exemplo, no banheiro feminino do Circuito Cultural JJ há um cartaz com a mensagem: “Você está em um encontro e não é o que você esperava? Você está insegura, exposta ou desconfortável? Venha até o balcão e peça XXX. Nossa equipe está treinada para ajudá-la e garantir que você retorne à sua casa segura.” O nome é o de uma bebida que não é vendida naquele lugar, e muda de vez em quando para evitar que o sinal de advertência seja mal utilizado.

 

O protocolo de ação deste local é muito parecido com o resto: levar a mulher a um lugar seguro e oferecer-se para esperar que o agressor saia, acompanhe-a para pegar um táxi ou chamar a polícia. Você conhece algum lugar na Espanha que faça o mesmo?

 

 

 

Fonte: La Sexta

18/07/2018

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