A empresa-mãe deu até o final do ano para definir a situação.
Coca-Cola ameaçou o governo do Brasil para interromper a produção de refrigerantes na Zona Franca de Manaus, se o presidente brasileiro, Michel Temer, não promulgar uma medida para retornar o setor os benefícios que tinham antes da greve dos caminhoneiros, informou o jornal Folha de São Paulo.
Essa questão foi apresentada a Temer pela primeira vez no final de junho por Alexandre Jobim, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes (Abir), que representa os fabricantes.
Abir representa 59 fabricantes de refrigerantes, incluindo os gigantes Coca-Cola, Ambev e Pepsi. As empresas ameaçam cortar 15 mil empregos diretos em antecipação a uma retração de vendas de cerca de US $ 1.500 milhões por ano, caso a Temer não volte atrás.
A empresa controladora da empresa, sediada em Atlanta, pediu ao governo brasileiro que aja antes do final do ano, informou o jornal brasileiro. A empresa, caso isso não ocorresse, estaria disposta a movimentar sua fábrica localizada na zona franca de Manaus, na qual atua há 28 anos, para outro país que oferece melhores incentivos fiscais. A Colômbia é um dos candidatos.
No entanto, a intenção do governo é deixar o assunto para o próximo presidente. Para acabar com as paralisações dos caminhoneiros, no final de maio, o executivo cortou os subsídios para economizar US $ 3,4 bilhões.
O setor de refrigerantes foi um dos afetados ao ajustar as contas da União previstas no orçamento deste ano.
Os embaladores brasileiros importavam então o concentrado de Coca-Cola, gerando um aumento no preço de cerca de 8% para o consumidor local.
Fonte: El Observador
24/08/2018